quinta-feira, outubro 25

A dor dos vascaínos


Esparramado no sofá da sala da presidência, Roberto Dinamite via, ouvia e sentia os protestos dos torcedores. São Januário, com mais de 10 mil torcedores na noite de quarta-feira, foi palco da quarta derrota consecutiva do Vasco, da melhor apresentação do Internacional no Campeonato Brasileiro e de manifestações democráticas dos sofridos vascaínos. A frase que mais chamou a atenção, estendida na arquibancada de cimento da Colina Histórica, resumia a dor de quem reivindicava: “Vendeu o time inteiro, perdeu o Brasileiro, cadê o dinheiro”.
A frase é verdadeira, mas tem resposta pronta. O dinheiro não existe porque o Vasco vive situação econômica gravíssima. Chovem dívidas, a grana quando entra sai rápido e a diretoria não consegue resolver esses problemas. Diego Souza foi vendido ao Al Itthad e o dinheiro até agora não apareceu. Sinal que o acordo foi mal feito. O Vasco ficou sem a sua alma ofensiva e não levou a grana. Dramático.
No fundo, os vascaínos sabem que não há mais chances de obter a quarta vaga para a Libertadores. A distância para o São Paulo é de cinco pontos, mas a distância do futebol que o Vasco de outubro joga é de 15 pontos a menos para o Vasco de junho, que chegou a liderar o Brasileiro. A diretoria perdeu Rômulo, Allan, Fagner e Diego Souza e não soube repor as perdas. Wendel ainda não conseguiu ser Rômulo (e não será). Auremir não é Allan. Jonas jamais será Fágner. E comparar Carlos Alberto com Diego Souza é  fazer o cruzamaltino sentar e chorar. Para piorar, a crise chegou ao gramado. A blindagem funcionou muito tempo. Agora estourou. Salários atrasados mexem com o boleiro. Enfraquecem a mente. Dividem prioridades. E esvaziam o desempenho. É natural. Trabalhe sem receber para você ver se renderá o mesmo. Pode funcionar por um, duas, três rodadas… Depois, a bolha explode.
O Vasco se enfraqueceu. Perdeu o rumo. E deveria esquecer essa fantasia de Libertadores para se concentrar no time, na preparação para 2013. Qual é o dirigente do Vasco que entrará no vestiário para ver quem quer ou não continuar em São Januário? Por sinal, quando Roberto Dinamite sairá da sua sala e explicará aos torcedores a verdadeira situação do clube, sua opinião sobre o momento do futebol e seus planos? Roberto é mais do que presidente. É ídolo. E ídolos nunca deixam de botar a cara nas horas decisivas. Roberto sempre foi assim. Resolvia quando era chamado. E muito bem. Que não negue seu passado de referência agora, no papel de cartola.
Quanto ao Internacional, também fica o lamento de saber que se o time jogasse sempre assim hoje estaria brigando pelo título. Uma sequência de grandes atuações de D`Alessandro e Forlan faz com que qualquer time levante vôo. Não dá para viver de amostras. O Inter mais uma vez demorou a decolar. E, como o Vasco, só pode (e deve) pensar em 2013.

Fonte:Sportv.com.br

Esparramado no sofá da sala da presidência, Roberto Dinamite via, ouvia e sentia os protestos dos torcedores. São Januário, com mais de 10 mil torcedores na noite de quarta-feira, foi palco da quarta derrota consecutiva do Vasco, da melhor apresentação do Internacional no Campeonato Brasileiro e de manifestações democráticas dos sofridos vascaínos. A frase que mais chamou a atenção, estendida na arquibancada de cimento da Colina Histórica, resumia a dor de quem reivindicava: “Vendeu o time inteiro, perdeu o Brasileiro, cadê o dinheiro”.
A frase é verdadeira, mas tem resposta pronta. O dinheiro não existe porque o Vasco vive situação econômica gravíssima. Chovem dívidas, a grana quando entra sai rápido e a diretoria não consegue resolver esses problemas. Diego Souza foi vendido ao Al Itthad e o dinheiro até agora não apareceu. Sinal que o acordo foi mal feito. O Vasco ficou sem a sua alma ofensiva e não levou a grana. Dramático.
No fundo, os vascaínos sabem que não há mais chances de obter a quarta vaga para a Libertadores. A distância para o São Paulo é de cinco pontos, mas a distância do futebol que o Vasco de outubro joga é de 15 pontos a menos para o Vasco de junho, que chegou a liderar o Brasileiro. A diretoria perdeu Rômulo, Allan, Fagner e Diego Souza e não soube repor as perdas. Wendel ainda não conseguiu ser Rômulo (e não será). Auremir não é Allan. Jonas jamais será Fágner. E comparar Carlos Alberto com Diego Souza é  fazer o cruzamaltino sentar e chorar. Para piorar, a crise chegou ao gramado. A blindagem funcionou muito tempo. Agora estourou. Salários atrasados mexem com o boleiro. Enfraquecem a mente. Dividem prioridades. E esvaziam o desempenho. É natural. Trabalhe sem receber para você ver se renderá o mesmo. Pode funcionar por um, duas, três rodadas… Depois, a bolha explode.
O Vasco se enfraqueceu. Perdeu o rumo. E deveria esquecer essa fantasia de Libertadores para se concentrar no time, na preparação para 2013. Qual é o dirigente do Vasco que entrará no vestiário para ver quem quer ou não continuar em São Januário? Por sinal, quando Roberto Dinamite sairá da sua sala e explicará aos torcedores a verdadeira situação do clube, sua opinião sobre o momento do futebol e seus planos? Roberto é mais do que presidente. É ídolo. E ídolos nunca deixam de botar a cara nas horas decisivas. Roberto sempre foi assim. Resolvia quando era chamado. E muito bem. Que não negue seu passado de referência agora, no papel de cartola.
Quanto ao Internacional, também fica o lamento de saber que se o time jogasse sempre assim hoje estaria brigando pelo título. Uma sequência de grandes atuações de D`Alessandro e Forlan faz com que qualquer time levante vôo. Não dá para viver de amostras. O Inter mais uma vez demorou a decolar. E, como o Vasco, só pode (e deve) pensar em 2013.

Fonte:Sportv.com.br

Luiz Gonzaga é contado no cinema e cantado pelos amigos do RN


PARCEIROS DE GONZAGÃO NARRAM HISTÓRIAS E A RELAÇÃO DE AMIZADE COM O REI.
DE PADRINHO A PRODUTOR MUSICAL, POTIGUARES FALAM DO VELHO LUA.


Luiz Gonzaga é homenageado em festa junina e série de show do CCBB Brasília (Foto: Divulgação)
LUIZ GONZAGA É ORIGINALMENTE DE EXU, PERNAMBUCO. MAS, POR ADOÇÃO, O CANTOR É DE TODO O BRASIL. NO RIO GRANDE DO NORTE, ELE RECEBEU TÍTULOS DE CIDADÃO DE NATAL, MOSSORÓ, CARAÚBAS, PAU DOS FERROS E CAICÓ. RECONHECIMENTO POR TER ENCANTADO O PÚBLICO COM A POESIA TIRADA DA SANFONA. FOI NO NORDESTE ONDE ENCONTROU OS FIEIS E VERDADEIROS PARCEIROS MUSICAIS.
CONTUDO, NEM SÓ DE MÚSICA VIVEU GONZAGÃO, MAS TAMBÉM DE CONFLITOS AMOROSOS E DOS ENTENDIMENTOS E DESENTENDIMENTOS COM O FILHO, GONZAGUINHA. TODAS AS NUANCES DO REI DO BAIÃO, QUE COLOCOU A ALMA NORDESTINA EM NOTAS MUSICAIS, ESTÃO DISPONÍVEIS EM 120 MINUTOS, NO FILME GONZAGA - DE PAI PARA FILHO. A ESTREIA É NESTA SEXTA-FEIRA (26), EM TODO O PAÍS.
O LONGA-METRAGEM TEM DIREÇÃO E ROTEIRO DE BRENO SILVA, E CONTA A VIDA POR TRÁS DAS ANDANÇAS DE GONZAGÃO PELO BRASIL. EM BUSCA DE UM DIA DESCANSAR FELIZ, GUARDANDO AS RECORDAÇÕES DAS TERRAS, DOS SERTÕES E DOS AMIGOS QUE DEIXOU.
“É TUDO COSTURADO COM RELAÇÃO DE PAI E FILHO ENTRE GONZAGÃO E GONZAGUINHA. TENHO CERTEZA QUE ESSA HISTÓRIA IRÁ EMOCIONAR TODO O BRASIL”, AFIRMOU BRENO SILVEIRA, DIRETOR E ROTEIRISTA DO FILME.
Chico Elion relembra  Gonzagão (Foto: Arquivo Pessoal)

MAS A VIDA DE LUIZ GONZAGA TAMBÉM PODE SER CONTADA POR BONS E VELHOS AMIGOS. O COMPOSITOR POTIGUAR FRANCISCO ELLION, DE 82 ANOS, NARRA COMO COMPÔS “RANCHINHO DE PALHA”, SUCESSO EM PARCERIA COM LUIZ GONZAGA. “TIVE A FELICIDADE DE LUIZ ME PROCURAR. EU ERA PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS MÚSICOS, ELE JÁ ESTAVA DOENTE, MAS NÃO PARAVA DE CRIAR. MOSTREI PRA ELE A LETRA DE RANCHINHO DE PAIA, E ELE ME DISSE: - CHICO, VOU COLOCAR UM TEMPERO NESSA MÚSICA. E ASSIM FEZ”, LEMBROU FRANCISCO ELLION, QUE EM SEGUINDA CANTOU UM TRECHO PARA O G1.
“MAS POUCA GENTE É FELIZ COMO NÓS
UM CANTA PRO OUTRO
E DO VENTO ESCUTAMOS A VOZ”
ELLION DISSE AINDA QUE O AMIGO ERA MUITO CATIVANTE E RICO EM MELODIA. “AQUI NO RN ELE FOI OVACIONADO. ELE COLOCOU A MINHA LETRA NO RITMO POPULAR, CHAMADO FOR ALL, EM INGLÊS, E NA NOSSA LÍNGUA,  PARA TODOS. HOJE, DEPOIS DE GONZAGA, SOFREMOS COM A  POBREZA MUSICAL”, CONCLUIU.
OUTRO GRANDE AMIGO DE GONZAGÃO É CARLOS ANDRÉ, CUJO PADRINHO DE CASAMENTO FOI O REI DO BAIÃO. ALÉM DA RELAÇÃO DE AMIZADE, FOI CARLOS QUE ENTRE 1974 E 1983 SE ESFORÇOU PARA REASCENDER A CARREIRA DO VELHO LUA.
Carlos André com o ilustre padrinho de casamento, Luiz Gonzaga (Foto: Arquivo Pessoal)
“FAZIA SETE ANOS QUE ELE NÃO CONSEGUIA TER UMA BOA VENDA DE SEUS DISCOS. ISTO PORQUE OS PRODUTORES MUDARAM A CARACTERÍSTICA DELE, GRAVANDO MÚSICAS COM ARRANJOS QUE NADA TINHAM A VER COM O REI DO BAIÃO. O RESULTADO FOI A GRANDE QUEDA NAS VENDAS. LOGO ELE, QUE SEMPRE FOI UM DOS MAIORES VENDEDORES DA ENTÃO GRAVADORA RCA. GONZAÇÃO SE VIU NA EMINENCIA DE SER DISPENSADO DO CAST (ELENCO). FOI QUANDO FIZ UM TRATO COM A PRESIDÊNCIA DA GRAVADORA, QUE ME CONFIOU A PRODUÇÃO DO LUIZ GONZAGA. MEU OBJETIVO ERA TRAZÊ-LO DE VOLTA AO LUGAR DE GRANDE VENDEDOR DE DISCOS. E CONSEGUI. PRODUZI O LP 'DANADO DE BOM'. O SUCESSO FOI TÃO GRANDE QUE EM 60 DIAS JÁ ERA DISCO DE OURO E PLATINA” SE ORGULHOU CARLOS ANDRÉ.
CARLOS ANDRÉ CONTOU AINDA QUE LUIZ GONZAGA NÃO TINHA UM GÊNIO FÁCIL. “EU SAÍ DE MOSSORÓ, ONDE NASCI, PARA TENTAR A VIDA NO RIO DE JANEIRO. MIGRAÇÃO IMPULSIONADA PELO MEU AMIGO JACKSON DO PANDEIRO. E QUANDO COMECEI, ME ESPELHAVA NO GONZAGÃO. CERTA VEZ, GRAVEI UM LP SEM AVISÁ-LO. DEPOIS DO SHOW, AO INVÉS DE ME DAR OS PARABÉNS, OU ALGO DO TIPO, ELE ME DEU UMA GRANDE BRONCA E FICOU MUITOS ANOS SEM FALAR COMIGO. PARA ELE, EU ERA O SEU SUCESSOR, E PARA GRAVAR UM DISCO, PRECISAVA DO CONSENTIMENTO DELE. ANOS MAIS TARDE, QUANDO CONSEGUI UM GRANDE SUCESSO, COM A GRAVAÇÃO DE 'SE MEU AMOR NÃO CHEGAR', ELE ME PARABENIZOU E VOLTAMOS A GRANDE AMIZADE”, SE EMOCIONOU CARLOS.
O PRODUTOR E CANTOR DEU UMA PALHINHA DO PRINCIPAL SUCESSO DO LP "DANADO DE BOM", A CANÇÃO DE MESMO NOME.
LP Danado de Bom (Foto: Reprodução)LP DANADO DE BOM (FOTO: REPRODUÇÃO)
"TÁ É DANADO DE BOM
TÁ DANADO DE BOM MEU COMPADE
TÁ É DANADO DE BOM
FORROZINHO BONITINHO,
GOSTOSINHO, SAFADINHO,
DANADO DE BOM"
PARA ENCERRAR, CARLOS ANDRÉ FEZ QUESTÃO DE RELEMBRAR O SUCESSO QUE O FEZ VOLTAR A AMIZADE COM O REI DO BAIÃO.
"EU HOJE QUEBRO ESTA MESA
SE MEU AMOR NÃO CHEGAR
TAMBÉM NÃO PAGO A DESPESA
NEM SAIO DESSE LUGAR"
E BRINCOU, Ô ÉPOCA BOA, QUE SAUDADE DE LUIZÃO.

FONTE: G1.COM.BR/RN

Caixa supera R$ 80 bilhões em crédito para casa própria


A Caixa Econômica Federal alcançou R$ 80,2 bilhões em contratações do crédito imobiliário em 2012. O volume contratado até o último dia 23 de outubro representa o total registrado em todo o ano de 2011 e corresponde a um crescimento de 36,2% em relação ao mesmo período no ano passado, quando realizou R$ 58,8 bilhões. A expectativa do banco para o final de 2012 é de atingir a marca recorde de R$ 100 bilhões de empréstimos para a casa própria.
A Caixa também ampliou a participação no mercadoimobiliário nas aplicações com recursos da poupança neste ano, chegando a 55,4% de participação no mês passado. Até o dia 23 de outubro, as linhas com recursos da poupança registraram R$ 35,7 bilhões.
Segundo o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, o crescimento histórico nos empréstimos imobiliários também pode ser associado ao Programa Caixa Melhor Crédito, lançado pelo banco em abril deste ano, que teve como pilares a redução acentuada das taxas de juros, o aumento do volume de recursos disponíveis ao mercado, a valorização dos clientes – atuais e novos – e a orientação para o crédito consciente, além da melhoria na eficiência operacional.
“Com o Programa Caixa Melhor Crédito, reduzimos as taxas de juros do crédito imobiliário em até 21% e, para as operações com recursos da poupança, aumentamos o prazo de financiamento, de 30 para 35 anos. Essas mudanças ampliaram a capacidade de pagamento das famílias que podem, agora, comprar imóveis maiores e melhores, com a mesma renda pagando menos juros. Fator que, associado às constantes melhorias operacionais, vem ampliando nossa capacidade de atendimento", afirma Urbano.
Jornal do Brasil

Anac fará auditoria em sistemas de check-in da GOL e TAM


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai fazer uma auditoria operacional no sistema de check-in dasempresas  TAM e GOL em razão dos últimos problemas apresentados nos procedimentos de emissão de bilhetes dessas companhias em 2012. O mais recente ocorreu nesta manhã (25), quando o sistema da empresa GOL apresentou instabilidade, com impactos pouco significativos em alguns aeroportos, de acordo com monitoramento em curso pela agência. 
A direção da empresa foi convocada para reunião com a Secretaria de Aviação Civil (SAC) e diretoria da Anac na próxima quarta-feira (31)para explicar as causas dos problemas em seus sistema de check-in.
A GOL já havia sido notificada pela Anac por conta dos problemas ocorridos na última segunda-feira (22) e terá 10 dias, contados do recebimento da notificação, para apresentar à Anac comprovantes de prestação de assistência aos passageiros nos casos de atrasos e cancelamentos de voos , conforme previsto na Resolução nº. 141/2010. O descumprimento das regras da resolução pode gerar multas que variam de R$ 4 mil a R$ 10 mil por passageiro, podendo chegar a R$ 1,74 milhão por voo. 
A ocorrência de hoje gerou nova notificação à empresa, também com prazo de 10 dias para comprovação de assistência prestada.
Caso o passageiro se sinta prejudicado ou tenha seus direitos desrespeitados, deve procurar a empresa aérea contratada para reivindicar seus direitos como consumidor. Se as tentativas de solução do problema pela empresa não apresentarem resultado, o usuário poderá encaminhar a demanda para a Anac, aos órgãos de defesa do consumidor e ao Poder Judiciário. 

"Mercado do Rio está bombando", festeja recém-formada


Pesquisas registram aumento de vendas e queda do desemprego


Pesquisas registram aumento de vendas e queda do desemprego

Os cariocas podem ficar tranquilos: até 2016, com as obras de infra-estrutura que acontecem na cidade a economia do Rio ficará aquecida, com altos níveis de empregabilidade. É o que aponta o economista Gilberto Braga, professor de Finanças do Ibmec. E os dados da PME (Pesquisa Mensal do Emprego) do IBGE, divulgados nesta quinta-feira (25), confirmam o otimismo: o mês de setembro registrou a menor taxa de desocupação da história para a capital fluminense, de apenas 4,4%. 
"Os números mostrados pela pesquisa são ótimos, ainda mais quando pensamos que estamos chegando na época do Natal, de grande contratação temporária e recebimento do 13º salário", analisa.
Um dos fatores mais importantes revelados hoje pelo IBGE é o crescimento de renda aliado ao aumento da ocupação. Este mês o rendimento médio real dos ocupados brasileirosaumentou 4,3% em comparação com setembro de 2011, com valor absoluto de R$ 1.771,20. "Em épocas de PIB (Produto Interno Bruto) crescendo muito lentamente, estes valores altos são um excelente sinal", acredita.
Mercado de trabalho no Rio de Janeiro está aquecido e deve continuar crescendo
Mercado de trabalho no Rio de Janeiro está aquecido e deve continuar crescendo
Para o especialista, a estabilidade econômica brasileira ainda se beneficia do aquecido mercado interno de serviços, agropecuária e comércio. "A produção industrial não avançou, então o crescimento estável se deve muito a estes fatores".
E, novamente, os números confirmam a posição de Braga: as vendas do comércio lojista do Rio de Janeiro cresceram 6,7% em setembro em comparação com o mesmo mês de 2011, de acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio).
O presidente da instituição, Aldo Gonçalves, diz que o desempenho das vendas em setembro surpreendeu. “É um mês imprensado pelo Dia dos Pais, em agosto, e o Dia Das Crianças, em outubro, duas das grandes datas comemorativas para o comércio”, explica Aldo.
Jornal do BrasilCarolina Mazzi

Desapropriação gera disputa judicial em Manguinhos


Moradores querem reparação financeira e Emop garante futuras melhorias


“No último mês, eu publiquei 80 decretos de desapropriação. Você já vê em Manguinhos uma série de destroços de casas, que foram desapropriadas e ocupados. Nós estamos pagando aluguel social a essas pessoas, que vão morar dignamente. É um jogo de ganha-ganha”.
A frase acima é do governador Sérgio Cabral, durante o lançamento de um hotel no Riocentro, no último dia 18. Para os moradores do Parque João Goulart, em Manguinhos, porém, não há nenhum ganho nas desapropriações.
Oito processos foram movidos contra a Empresa de Obras Públicas(Emop) por diversas reclamações durante os últimos dois anos de demolições na área, destinadas ao Programa de Aceleração do Crescimento(PAC) em Manguinhos.
O Jornal do Brasil falou com alguns moradores das cerca de 12 famílias que seguem vivendo no local. Elas se dizem vítimas de diversos tipos de pressão para deixar o local. As dificuldades envolvem entulho na porta de casa, doenças causadas pela poeira e pelo barulho e problemas na distribuição de luz e água no local.
Moradores afirmam que o aluguel social, assim como o valor oferecido pelas residências, é baixo até para comprar uma casa no interior do Complexo de Manguinhos, pacificado no dia 14 de outubro.
A Empresa de Obras Públicas diz que o número de beneficiados com as obras do PAC na região de Manguinhos e Jacarezinho será imenso se comparado aos “remanescentes” do Parque João Goulart. Um documento oficial é colocado como fiel da balança nesta questão: o decreto 43-415, publicado a 11 de janeiro de 2012, reproduzido abaixo pelo Jornal do Brasil. 
Tabela presente no Decreto 43-415, do dia 10 de janeiro de 2012 é referência para pagamentos pela Empresa de Obras Públicas a moradores de Manguinhos.
Tabela presente no Decreto 43-415, do dia 10 de janeiro de 2012 é referência para pagamentos pela Empresa de Obras Públicas a moradores de Manguinhos.
Processo se arrasta 
A disputa envolvendo a área do Parque João Goulart não é recente. No dia 24 de junho de 2008, o mesmo Sérgio Cabral assinou um decreto que aprovava as diretrizes de relocação de edificações de Assentamentos Populares e de outras províncias. 
No dia 10 de janeiro de 2012, o decreto foi atualizado e publicado no Diário Oficial, com informações sobre indenizações, alternativas de realocação e o processo de compra assistida, com a nova moradia localizada em área próxima à casa antiga, com boa acessibilidade e que não envolvesse riscos. De acordo com Deniz de Souza, morador da comunidade há 29 anos e citado no documento de 2011, o que acontece é exatamente o oposto: 
“São quatro anos de luta. As casas aqui sofrem o efeito dominó: se derrubar uma, tudo vai cair. Nada disso é cumprido. Minha casa está toda danificada”, contou Deniz, visivelmente irritado com a situação.
Wanderson Guimarães, de 45 anos, afirma que, caso o Jornal do Brasil fosse ao local há cerca de três anos, a situação estaria muito pior:
“Havia uma pilha de entulho de 3 metros em frente à minha casa, despejada para botar pressão na gente, e que lá ficou durante mais de duas semanas. Até hoje despejam entulho por aqui”, disse Guimarães. 
“Não dá nem para comprar aqui dentro de Manguinhos”
Aparecida dos Santos, que morou no Parque João Goulart durante 26 anos, saiu da comunidade em 2009. Seu endereço hoje é em Xerém, em Duque de Caxias, não sem alguns sacrifícios: “Meu pai tinha uma casa na comunidade e minha irmã tinha outra. O dinheiro que recebemos pela compra das duas deu para comprar uma casa em Xerém”, contou Aparecida, morando hoje a uma distância de 36 km de onde foi criada. Apesar de ter feito um acordo com a Emop, ela ressalta a discrepância entre o valor das casas e o oferecido pela empresa. “ Muitos têm boas casas por ali, mas não ofereceram o valor devido”.
Deniz de Souza teve pela casa um valor oferecido de cerca de R$ 100 mil, discutido e assinado com a Emop em julho de 2012, com previsão de acerto financeiro para o mês de agosto. Após três meses sem nenhum pagamento, o acordo já não é mais vantajoso para o morador.  “Só assinei sob pressão. Acordei esse valor, mas não tenho mais como aceitar esse valor porque isso não compra nem uma casa aqui dentro de Manguinhos. Não do tamanho da minha. Aqui tem casas que custam R$ 100 mil, R$ 120 mil, onde não cabe nada. A política deles é pegar ou largar”, relatou Deniz. Segundo ele, o cheque referente ao valor demorou nove meses para chegar à sua residência após o acordo com a Emop.
Pelo valor do decreto de 2010, uma casa de 86,28 m² receberia R$ 42.700 sem majoração prevista. Com o decreto atualizado de 2012 e a majoração prevista de 80%, o valor oferecido pela Emop é de R$ 84.600. O valor pedido pelo morador é de R$120 mil:
“Tem vezes que você encontra umas casas aqui que são um lixo, por R$ 70 mil, R$ 80 mil. Não quero sair daqui para morar em um lugar pior. Com o que me ofereceram, o que é que vai sobrar para mim?”, questionou o dono da casa, que também reclamou das medidas de sua casa realizadas pela Emop."Minha casa tem quase 90 m² e foi medida como tendo 75 m². Assim fica complicado, tanto que contratamos um engenheiro para fazer uma medida paralalela", contou.
José Geraldo Ramalho, de 55 anos, lembra que quando chegou à comunidade, em 1975, as casas ainda eram de madeira. Ele também relata o aumento do preço de uma residência em Manguinhos, comparando com o início das obras, em 2008: “Há quatro anos atrás, uma casa com garagem custava entre R$ 28 mil e R$ 30 mil. Hoje em dia, conheço casas aqui sendo vendidas a R$ 98 mil. É um aumento muito grande”, argumentou Ramalho, que recebeu proposta da Emop de R$ 18.497,70 pela casa de 26 m². A contraproposta feita foi de R$ 25 mil, e o morador também está processando a Emop.
Problemas incomodam moradores
Entre os principais problemas contados pelos moradores ao Jornal do Brasil, está a falta de iluminação pública. Os postes estão todos sem luz há pelo menos três anos. Quando chega a noite, a rua principal do Parque João Goulart fica um breu. Um dos postes, inclusive, caiu e ficou sem conserto por cerca de de duas semanas. As únicas luzes no local vêm das residências dos moradores, e nem por isso eles deixam de receber a cobrança:
“Na minha conta de luz, está lá a conta de iluminação pública. Iluminação de rua que não existe. Muito engraçado isso”, ironizou Nilson Damião.
Damião mora com a mãe de 80 anos, e contou que ela ficou em estado de choque há dois meses, quando operários que destruíam a casa vizinha à sua marretaram a parede atrás de sua cama.
A idosa, que já havia sofrido um derrame cerebral, não consegue mais se movimentar sozinha com o trauma. Moradores contaram que a situação foi motivo de deboche por parte de operários, que teriam perguntado se estavam fazendo “muito barulho”.
Operários também foram acusados de destruir casas sem se preocupar com a estrutura das casas vizinhas, e fazer comentários acusatórios quanto à situação dos moradores do Parque João Goulart, afirmando que estes queriam “enriquecer de forma ilícita”. Além dos problemas com luz, lixo e esgoto, os moradores contaram ao Jornal do Brasil que os destroços de casas vizinhas acabam sendo usados como banheiro e até como motel.
Na última semana, um morador percebeu a movimentação de um casal que invadiu a casa embaixo da dele e foi investigar. Ao pedir para que os invasores se retirassem, o homem pegou um pedaço de madeira e acertou um golpe no antebraço de outro morador, Arinelson Azevedo, que não reagiu porque seus amigos haviam fugido. No dia seguinte ao episódio, com o braço machucado, ele não escondeu sua indignação com a condição atual: 
“O Estado e a Emop pensam que nós somos o resto. E pior ainda, que gostamos de viver assim”, lamentou. Vanderley Pereira, de 29 anos, fez diversas fotos e vídeos sobre a problemas da comunidade, alguns publicados na internet. “O objetivo é provar a terrível atuação da Emop na nossa comunidade”, apontou. 
Emop se defende
Sobre as acusações acima, a Empresa de Obras Públicas declarou que “nenhum funcionário ligado à Emop tomou parte de provocações contra moradores”. Sobre os processos sofridos, a empresa entende que todo proprietário tem o direito de buscar o preço que considera justo pelo seu imóvel, mas a Justiça é que determina o valor final.
A Emop investiu R$ 1 bilhão em obras realizadas em Manguinhos e no Jacarezinhoe, consideradas uma das áreas mais carentes do Rio. Segundo a empresa, serão beneficiadas mais de 800 mil pessoas. Na rua Uranus, que também compreende a área do Parque João Goulart, estão previstas a construção de ruas, ciclovias e quadras poliesportivas. Quanto à moradia, 480 unidades habitacionais foram entregues no Conjunto Embratel, nas proximidades do Parque João Goulart.
Além disso, mais de 700 novas unidades habitacionais foram construídas na antiga Fábrica da Cooperativa Central dos Produtores de Leite(CCPL), divididas em 32 Blocos.
Segundo a assessoria da Emop, as condições de muitos moradores das duas comunidade são "subhumanas", e as novas obras trarão benefícios sociais e estruturais para a região e para os moradores que serão realocados.
A Emop também realiza, a partir dessa semana, o recadastramento dos moradores de apartamentos do Programa de Aceleração do Crescimento(PAC) em Manguinhos:
"A ideia não é fazer uma caça às bruxas, e sim, organizar a situação. Até porque existem mais de mil famílias esperando o direito de ter um imóvel de qualidade – disse Ruth Jurberg,coordenadora-geral do PAC 2.
Sobre os cheques, a empresa reconheceu que alguns demoraram a ser entregues, mas estão sendo emitidos e continuam a ser pagos de acordo com o Anexo 4 da página 5 do Decreto 43-415, de 11 de janeiro de 2012.
Para finalizar, a Empresa de Obras Públicas disse que não pode competir com os preços do mercado imobiliário alegados pelos moradores do Parque João Goulart, e que todos os moradores que ainda permanecem no local estão sendo acionados pela Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro.
Jornal do BrasilHenrique de Almeida